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Mostrando postagens de novembro, 2008

Caminhos da Educação

Jorna O Estado do Maranhão Mais de uma vez fiz aqui comentários sobre problemas da Universidade brasileira. Minha preocupação com o assunto deriva da evidência de que a qualidade do sistema educacional de um país, em todos os níveis, é fator importante, quando estruturado em padrão de excelência, ao seu desenvolvimento. Os países do chamado Primeiro Mundo não têm bons sistemas educacionais pela razão de serem ricos. Ao contrário, são ricos porque os criaram desde o início de sua história moderna, como pré-requisito para o aumento da produtividade de sua mão de obra e riqueza e para seu desenvolvimento cultural, de tal maneira a gerar um círculo virtuoso cujos vetores são educação e crescimento a se reforçarem permanentemente. Nenhum povo pode aspirar ao respeito e admiração dos outros se não alcançar níveis educacionais desenhados com o fim da eliminação da pobreza e da degradação humanas. Entre as patologias que tenho apontado, está o paralisante assembleísmo. Tudo que não passa

Federação de Academias

Jornal O Estado do Maranhão Em prosseguimento das comemorações do Centenário de fundação da Academia Maranhense de Letras , será lançada na próxima sexta-feira, dia 28, no auditório da AML, a Federação das Academia de Letras do Maranhão. A nova instituição já se fazia tardar, pois não é de hoje que a idéia circula entre acadêmicos e pessoas ligadas à vida literária do Maranhão. É natural que instituições dedicadas aos mesmos fins, neste caso, o da defesa e preservação das tradições culturais do estado e dos municípios, se unam. É o que está para acontecer. Existem, hoje, no Maranhão, 22 academias de letras: Imperatrizense de Letras; Açailandense de Letras; Sambentuense; de Letras, História e Ecologia da Região Integrada de Pastos Bons; Bacabalense de Letras; Pedreirense de Letras; Arariense-Vitoriense de Letras; Maranhense de Letras Jurídicas; Barreirinhense de Letras; Grajauense de Letras; Maranhense de Medicina; Pinheirense de Letras, Artes e Ciências; Vianense de Letras; Anaja

Cadernos e Dicionários

Jornal O Estado do Maranhão Neste ano do Centenário de morte de Machado de Assis, muitas homenagens lhe foram prestadas. Uma delas, a exposição Machado de Assis: cem anos de uma cartografia inacabada , que teve como curador o poeta Marcho Lucchesi. Ele proferiu palestra sobre a Divina Comédia , de Dante, na Academia Maranhense de Letras em junho passado, como parte da programação do Centenário da Casa de Antônio Lobo. A iniciativa da exposição foi da Fundação Biblioteca Nacional .Ela possui diversos documentos do escritor carioca, como cartas, fotografias e artigos de jornal, a serem reunidos num livro, a Machadiana da Biblioteca Nacional , e lançará também uma edição fac-similar dos 19 números do jornal O Espelho , de Francisco Eleutério de Souza, em que Machado contribuiu regularmente, bem como o livro Pareceres do Conservatório Dramático Brasileiro , órgão para o qual Machado redigiu pareceres críticos sobre peças que deveriam ser encenadas. Em compasso com esse trabalho de

Colégio de Obama

Jornal O Estado do Maranhão Os Estados Unidos da América, ou simplesmente América, como os americanos gostam de se referir ao próprio país, são realmente um país extraordinário. Eles têm incrível capacidade de se reno-var, de se refundar. Há somente pouco mais de vinte anos, quando tive a oportunidade de concluir lá os cursos de mestrado e doutorado em economia, depois de uma temporada de cinco anos ininterruptos, não ocorria a ninguém a idéia de um negro ser eleito presidente da República. No entanto, Barak Obama, negro e filho de emigrante do Quênia, tendo vivido também na Indonésia, país de maioria muçulmana, agora é o presidente eleito da nação mais poderosa do mundo. Grande já era, por ocasião de minha estada naquele país, o progresso dos direitos civis da população negra. No governo do presidente Lyndon Johnson, em 1964, com a promulgação do Civil Rights Act, Lei dos Direitos Civis, mudou-se a vergonhosa situação anterior. A Suprema Corte dos Estados Unidos, por exemplo, desde

Ivan Junqueira na AML

Jornal O Estado do Maranhão Passado o momento cimeiro das comemorações do Centenário da Academia Maranhense de Letras , em agosto, sem isso ter significado a ocorrência, antes ou depois desse dia, de ocasiões de diminuição do brilho das festas, ficando sempre claro a todos a importância de uma instituição que se tornou com o tempo a mais importante referência cultural no Estado, eis que a Casa de Antônio Lobo se prepara para receber um dos maiores poetas do Brasil e, certamente, o mais importante de sua geração, Ivan Junqueira. Em agosto nossa emoção veio da demonstração pelo decano da AML, José Sarney, do poder da palavra em criar realidades, trazendo naquela hora, até nós, uma magia tão concreta, quanto concreto éramos nós presentes ali, naquela hora, magia encarnada nas figuras redivivas dos doze fundadores da Casa, e tão real a recriação que, quando o orador os convocou a entrarem no salão onde as palavras de encantamento ecoavam e a conclamação aos presentes a aplaudi-los de p