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CPMF, de Novo?

Jornal O Estado do Maranhão O governo planeja desferir, com a ressurreição da falecida CPMF, a ser apelidada de Contribuição Social Para a Saúde (CSS), seu recorrente ataque tributário ao bolso de quem já carrega uma das maiores ou talvez a maior carga tributária do mundo, o contribuinte brasileiro. Mortinha da silva, ela foi mandada aos "lugares pálidos, duros, nus", de que fala Adriano, no livro de Marguerite Yourcenar. O voraz sistema tributário brasileiro já nos assalta em quatro meses dos doze de trabalho anual. Ainda acha isso pouco o governo e ainda trama, montado na costa do contribuinte, aumentar o butim. E para que precisa de tanto dinheiro? Para implantar uma administração pública eficiente que devolva ao cidadão sob a forma de bons serviços tudo dele extraído sob a forma de tributos; expandir e melhorar a sucateada malha rodoviária nacional; implantar uma rede de ferrovias decente, capaz de permitir o barateamento do transporte de cargas no Brasil...

Malighetti na AML

Jornal O Estado do Maranhão , 23/8/2009 Amanhã, dia 24, a Academia Maranhense de Letras dará posse na Cadeira N o. 8 de seu Quadro de Correspondentes ao professor Roberto Malighetti. Ele será recebido pelo acadêmico Sebastião Moreira Duarte. Em outubro, teremos mais duas posses, mas no Quadro de Membros Efetivos. No dia 2, Joaquim Haickel passará a ocupar a Cadeira N o. 37, anteriormente de Nascimento Morais Filho. No dia 9, teremos Ney Bello Filho tomando assento na Cadeira N o. 40, antes ocupada pelo grande artística plástico maranhense Antônio Almeida. Serão, assim, três entre esta segunda-feira e aquela última data. Alguns poderão estranhar uma solenidade como essa para assinalar a entrada de um correspondente na Academia, pois algum tempo há que não se vê evento como esse na Casa. As pessoas se acostumaram à suposição de tais membros não tomarem posse solenemente. Aliás, a maioria não tem conhecimento da existência desse quadro de acadêmicos.   Na Academia...

Jamais me diga Oi

Jornal O Estado do Maranhão São quase diárias as notícias sobre os péssimos serviços das companhias telefônicas no Brasil. Mais de uma vez eu expus aqui o tratamento desrespeitoso delas com seus clientes. Certa ocasião, uma delas, prestadora de serviços na área de celulares, exigiu que a solicitação que eu desejava fazer, de cancelamento de uma linha, fosse feita por escrito, uma vez que não fora possível fazê-lo por telefone, depois de diversas tentativas, a meu ver por má-fé da empresa. Não apenas por escrito, exigiram eles, mas de forma muito mais moderna: manuscrita em papel almaço. Imagino e chego até ver o espanto do leitor. É a verdade, porém. As grandes empresas não têm limites quando se trata de enganar e manipular o público.  Volto ao assunto, não porque se trata de um problema pessoal que se repete frequentemente, como veremos mais adiante. Insisto porque atormenta milhares e até milhões de pessoas de todas as regiões do país, segundo todas as informaçõe...

Homenagem e Posse

Jornal O Estado do Maranh ão No próximo dia 2 de outubro, Joaquim Haickel, recentemente eleito para a Academia Maranhense de Letras, Cadeira 37, anteriormente ocupada por Nascimento Morais Filho, será recebido na solenidade de posse pelo acadêmico José Louzeiro, ocupante da Cadeira 25. Ambos, o empossando e o que o recebe, são homens com profundas ligações com o cinema. O primeiro, ao mesmo tempo em que escrevia poesia e contos e liderava movimentos culturais, produziu e dirigiu diversos filmes, como, por exemplo, The best friend, O amigão , com o qual conquistou o prêmio de melhor filme e de melhor filme de cineasta maranhense, no festival Guarnicê de Cinema e Vídeo, realizado pela Ufma em 1984. Em 2008, baseado em um conto que escrevera nos anos 80, roteirizou, produziu e dirigiu Pelo ouvido , filme selecionado para quase uma centena de festivais de cinema no Brasil e no exterior e atualmente faz o curta-metragem Padre Nosso . Louzeiro, por sua vez, escreveu os rot...

A Culpa de Sarney

Jornal O Estado do Maranhão De que os adversários acusam José Sarney? Eu direi de que o acusam. Aqui no Estado, de ter inventado a pobreza. Um belo dia, aborrecido com o Eldorado maranhense, cansado de topar em cada esquina e a toda hora com milionários e bilionários, exibidos cidadãos orgulhosos de suas riquezas, Sarney decidiu inventar a pobreza maranhense. Povoe-se de pobres estas terras, decretou, sentença cujo eco até hoje reverbera. Outros decretarão o esquecimento do marquês de Pombal. Como antigamente se sabia – pelo menos até o tempo em que se estudava a formação econômica do Estado –, esse poderoso ministro de d. José implantou aqui, como forma de garantir a Portugal a posse da região até então abandonada, um modelo econômico mercantilista que de fato atendeu os objetivos da Coroa Portuguesa no curto prazo, pois conseguiu incorporar o território ao domínio português. A economia gestada naquela época, último quartel do século XVIII, tinha como características: 1...

Atividades Acadêmicas

Jornal O Estado do Maranhão Foi de atividade intensa a semana da Academia Maranhense de Letras. Na quinta-feira, tivemos a realização da eleição para o preenchimento da Cadeira 40, vaga com o falecimento do grande artista plástico Antônio Almeida. O eleito foi Ney Bello Filho. Ele tem 40 anos de idade, é bacharel, mestre e doutor em Direito, pós-doutorando pela PUC do Rio Grande do Sul, professor adjunto da Ufma, professor da UNDB, professor pesquisador das Universidades Lusíada, de Porto, Portugal, e da Universidade Federal de Santa Catarina. É, ainda, professor de Direito Ambiental do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Foi professor visitante em 2005 da Universidade Lusíada, Porto, Portugal e da Universidade Ibero-Americana na Cidade do México, em 2006. Faz  palestras no Brasil e no exterior e publicou cinco livros na área de Direito, em co-autoria. De sua própria autoria são dois: Sistema Constitucional Aberto e Oitenta Semanas de prosa. Foi prom...

Espírito de Porco

Jornal O Estado do Maranhão A gripe anda solta pelo mundo. Suína, dizem. Quem pode garantir? Vai ver, os porcos são como os mordomos de filme policial ou de suspense, tudo é culpa deles e nada é. Os próprios especialistas de televisão que sempre dizem o óbvio, desta vez parecem mais úteis. Eles afirmam não haver provas da culpa dos pobres suínos pela endemia, pandemia, epidemia ou seja lá o que for. Apenas por serem porcos é deles a culpa por toda porcaria do mundo, pela sujeira globalizada, pela poluição geral? Depois de passarem séculos nos fornecendo aquelas deliciosas e irresistíveis costeletas e sendo objeto de desejos incontroláveis de nossa parte, agora vamos difamá-los dessa forma, atirando a seus ombros, ou melhor, a suas banhas, todos os pecados cometidos por um vírus misterioso? Se examinarmos a polêmica com mais vagar, porém não tão devagar que haja tempo para nos contaminarmos, poderemos chegar a esta conclusão: foram os galináceos os responsáveis pelo in...